13 de agosto de 2017

[Série] Frontier


No século XVIII, o comércio de peles na América do Norte foi um dos grandes pontos de conflito do início do que era chamado "o novo mundo". A Hudson's Bay Company (que existe até hoje) detinha o monopólio desse mercado, porém foi perdendo espaço para comerciantes franceses e holandeses, o que deflagrou um longo período histórico de derramamento de sangue. É nesse pano de fundo que se desenvolve Frontier, a nova produção original da Netflix, em parceria com o Discovery Channel Canada.
Se você não é um profundo conhecedor de História, mas mesmo assim tem a sensação de que já viu isso em algum lugar, fique tranquilo; você já viu. Mais especificamente, no filme O Regresso, do diretor Alejandro González Iñarritu, estrelado por Leonardo DiCaprio e ganhador de três Oscar em 2016. Porém, ao contrário do filme, Frontier se propõe a se aprofundar na questão.

Com 6 episódios de aproximadamente 45 minutos, a série conta o drama de Declan Harp (Jason Momoa, que também assina a produção executiva),um ex-soldado, descendente de nativo americano e irlandês, que após perder a mulher e o filho nas mãos de Lorde Benton (Alun Armstrong), o representante da Hudson's Bay, transforma essa disputa de mercado na sua cruzada de vingança pessoal, tornando-se uma verdadeira máquina de matar.
Aos poucos você fica sabendo que tem mais gente de olho nesse mercado. O comércio de peles também é disputado pelos irmãos Brown, Samuel Grant, Elizabeth Carruthers e Grace Emberly, a dona da taberna de Fort James, que compra informações com cerveja e dissimulação e, a personagem ondetudo se converge. Existe ainda outra figura que se mostra central na trama, que é Michael Smyth (eu tenho a sensação de que é ele que conta a história), um órfão irlandês que vai parar no novo mundo de maneira acidental e se vê bem no meio dessa complexa teia de interesses.


Chegando de forma discreta (pois disputou a estreia com a aguardada Desventuras em Série), Frontier aparece como mais uma tentativa de emplacar um seriado histórico, após o cancelamento de Marco Polo. Com uma violência constante, negociações que acabam à base de machadadas (ou machadinhas), tantos dos indígenas quanto dos europeus e cenas de evisceração cheias de sangue, a produção também foi dita inspirada por Game of Thrones, ainda que se mostre, por enquanto, consideravelmente mais simples. E é esta mesma simplicidade que, para alguns críticos, compromete a série.


Com um roteiro bastante irregular, Frontier não apresenta mistérios ou surpresas. Os personagens são muito bem definidos em termos de mocinhos e vilãos, o que corre o risco de ficar estereotipado e compromete as subtramas apresentadas, cuja progressão é interrompida muitas vezes, apenas para ser resolvida de uma hora para a outra mais para frente, como pode ser visto na relação entre Harp e Smyth. Até o final da temporada os personagens são colocados em um ponto comum, mas é tanta subtrama junta e tão pouco tempo para desenvolver, que é difícil definir quem é o protagonista e cada episódio faz você sentir como se estivesse diante de um filme de duas horas, o que definitivamente mostra que assistir a tudo de uma vez, não é a melhor maneira de aproveitar esta série.
As sequências noturnas também são problemáticas. Não sei se foi em busca de um maior realismo, mas são sequências muito difíceis de enxergar, o que concorre para que a imersão do espectador e o ritmo da história sejam prejudicados (depois me conta se você forçou seus olhos tentando ver cenas importantes).

Todas essas dificuldades ficam bem claras no último episódio. Como todo enredo que é conduzido em torno de uma grande rivalidade, espera-se que o embate final seja o grande acontecimento. Porém, Frontier termina com um anticlímax constrangedor, que não resolve nenhum de seus arcos e deixa você com uma sensação de que algum capítulo foi perdido (eu voltei para continuar vendo a série e tomei um susto que já tivesse acabado!). É um final que simplesmente interrompe a ação no meio, como se o capítulo fosse dividido em duas partes, com a segunda só podendo ser vista na próxima temporada (que já foi confirmada). Basta lembrar o bochicho que deu TWD ter interrompido o massacre de Negan na mid-season.
Outra crítica que paira sobre a série é que, embora ela se proponha a contar este período histórico, ela mesma foge da História, tendo mais drama do que história. Particularmente, não foi algo que me incomodou.

Apesar de todos estes deslizes, os figurinos e as locações são bem acertados e lindas e, por fim, Frontier deixa uma boa impressão. Passado o estranhamento inicial, você se vê cativo, aproveitando a viagem; principalmente, por causa de Jason Momoa.
O ator já havia investido em séries menores, mas de alto potencial, como The Red Road, do Sundance Channel. Em Frontier, seu personagem não ganha nenhuma profundidade com o passar do tempo e sua atuação compromete e muito o episódio final. Mas aqui vai algo interessante sobre Momoa. Embora haja quem diga que na maior parte do tempo ele funciona simplesmente como o “brucutu que tem causado problemas no norte”, o forte do ator é exatamente sua presença; e é isso que, ao final, faz diferença. Esta história conta com a necessidade da aparência do personagem, o que também tem sido uma constante nos papéis de Momoa.

Não sei se um dia o veremos num papel que lhe exija maior entrega dramática, mas o fato é que vê-lo em cena é sempre um frenesi. Em Frontier não é diferente e ele passa a série olhando para baixo para conversar com os outros personagens, dominando a tela. Mas não espere vê-lo sem camisa. A história é sobre peles e numa terra que faz muito frio. A única cena em que ele mostra o físico, você quase nem vê. Ainda assim, o vigor e o magnetismo desse homem estão lá; estão sempre lá!

No mais, fica a torcida para que a segunda temporada reoriente os tropeços e nos mantenha interessados na história. Porque no Momoa... Me abana aqui!

8 de agosto de 2017

[Resenha #80] Amor Imenso

Titulo: Amor Imenso
Autora: Penelope Ward
Editora: Essência 
Páginas :272

Sinopse: Desde garoto, Justin amava Amelia, que odiava Justin desde que ele se mudou para a casa vizinha à da sua avó, em Rhode Island. Não, nada disso. Amelia também amava Justin, mas um mal-entendido o fez pensar que a garota mais incrível do mundo não correspondia ao seu amor e, pior, o odiava.Os anos se seguiram, e os dois tomaram caminhos distintos até que o destino – e um empurrãozinho de Nana, avó de Amelia – os reuniu novamente na casa onde se conheceram quando eram adolescentes. Obrigados a compartilhar o mesmo espaço, Justin – que aparece na casa de praia de Nana com a namorada – e Amelia vivem como cão e gato. Orgulhosa, a princípio ela não dá o braço a torcer ao amor que sempre sentiu pelo vizinho e reluta o quanto pode contra os encantos de um Justin, agora, maismaduro e... muito mais atraente. Será que ambos resistirão à paixão e ao desejo que os incita desde a adolescência?
Olá, meus queridos leitores.
Eu já estava namorando esse livro sem antes mesmo ler a sinopse, tudo bem que a capa tem um homem maravilhoso nela (confesso que foi uma das cosias que em chamou atenção), mas mesmo sem saber o enredo do livro ele já estava na minha lista de desejados. Falei que só leria a sinopse quando o livro chegasse e foi bem assim que eu fiz. Vamos saber o que eu achei de Amor Imenso?



 O livro narra à estória do Justin e Amélia dois amigos que se conheceram quando eram crianças. A avó de Amélia cuidava do Justin já que assim como a mãe de Amélia os pais de Justin eram bem ausentes. Com isso acontece uma coisa e eles se desentendem e Amélia vai embora. Agora nove anos depois a avó de Amélia falece e deixa uma casa na praia na qual os dois eram apaixonados para os dois, meio a meio.
No começo Amélia fica meio relutante, mas compreende que sua avó tinha Justin como um neto. Como ela estava em uma fase difícil tinha acabado de descobri que seu namorado andava a traindo ela resolve ir para essa casa e passar uns dias por lá. Os primeiros dias são normais ela acaba se adaptando a uma rotina de verão. Mas o que ela não contava acaba acontecendo. Um dia ela sai para fazer a feira da casa e quando retorna tem uma linda loira na cozinha.
Eis que ela descobre que é a namorada do Justin, uma mulher muito simpática que a todo tempo tenta agradar e manter a paz entre os dois. Justin aparece e logo trata de alfinetar Amélia por algumas coisas do passado. A namorada do Justin é atriz então às vezes tem que largar tudo que está fazendo para ir fazer um teste em algum lugar. Amélia não crê em que os seus olhos veem Justin está mais lindo do que antes, mas com uma aparência mais seria, mas os olhos há os olhos continuam com a mesma intensidade.
O tempo passa e eles resolvem que vão ficar os três na casa e passar o verão. Amélia acaba ficando mais próxima a namorada do Justin e acabam conseguindo um serviço temporário por lá só para não ficarem de pernas para o ar, mas Amélia se sente culpada o tempo todo por desejar o namorado de alguém que a trata tão bem e com tanta lealdade. Eis então que a namorada do Justin começa a ir e voltar de teste e a atração dos dois começam a ficar inevitável, mas assim como Justin, Amélia é totalmente contra traição.
A estória vai se desenrolado e a cada dia fica difícil negar um para o outro. As coisas vão evoluindo eis que Amélia recebe uma noticia que faz seu mundo para de girar, mas mal ela sabia que talvez isso fosse apenas à solução dos seus problemas. Amor imenso é um livro que vai te fazer rir, te fazer chorar e querer saber cada vez mais dos personagens.

 Que livro foi esse!
 Foi meu primeiro contato com a escrita da autora e li ele em menos de vinte e quatro horas, levei para o serviço e não conseguia largar o livro de jeito nenhum e o legal era que as meninas do serviço ficavam o tempo todo querendo saber o que acontecia com o livro, pois quando falei da sinopse para elas todas se interessaram.
A premissa é maravilhosa, para ser sincera o livro me pegou de jeito e li ele em menos de 24 horas. Vi algumas pessoas falando que não gostou muito do enredo por lembrar bastante outro livro da autora, mas como eu amo essa pegada com toda certeza eu amaria os dois.

Justin é um personagem fascinante, no começo é um pouco autoritário e arrogante, mas conseguimos compreender o porquê disso e não tiro sua razão, pois ele não faz por mau é apenas o reflexo da sua angustia. Foi um personagem que acompanhamos sua evolução. É um homem de um caráter incrível, pois ele poderia ter traído a namorada dele várias vezes com a Amélia, mas não traiu isso para mim é ser homem, saber se posicionar em cada situação. No fim eu já era  Team Justin por que ele é incrível e me fez chorar e repensar muitas coisas.
No começo do livro achei que não me identificaria com a Amélia de jeito nenhum e não sabia explicar o porquê, mas assim como o Justin ela me surpreendeu de uma maneira que nem eu sei explicar. Ela é uma personagem forte quando eu digo forte digo forte mesmo, ela mostrou que pode fazer muita coisa, e foi nesse instante em que eu me encantei por ela.


Várias cenas me fizeram chorar nesse livro, fui de sorrisos a lágrimas, pois o enredo mexeu muito comigo. Uma das partes em que eu chorei pode parecer boba, mas sei lá me senti tocada por essa cena: Justin tem uma tatuagem de código de barras com números, na hora em que ele explica a Amélia o que são esses números meu coração se encheu tanto que eu achei que ia explodir de amor. Nos cinco últimos capítulos a cada fala deles eu chorava até por que eles passam por uma situação bem delicada e isso me tocou bastante. Eu amo quando me sinto tocada por uma estória
É UM LIVRO HOT? É sim, mas um hot super dosado e as cenas de sexo são poucas, nesse livro realmente temos uma estória e o plano de fundo dessa estória é o amor renascendo e foi fantástico, pois você consegue perceber a faísca deles se reacendendo. A autora soube dosar em tudo nesse livro desde as cenas hot até o drama.
Os personagens secundários são de grande importância nessa trama, como por exemplo, a mãe da Amélia nem sei se aquilo pode se chamar de mãe, mas tudo bem é uma mulher mesquinha e mesmo fazendo tudo que fez se acha no direito de alguma coisa. Temos também a namorada do Justin, um doce de mulher uma personagem que me encantou também por sua pureza e lealdade.

O cenário é maravilhoso em clima tropical, um clima que eu amo e para ser sincera consigo imaginar a casa direitinho. A escrita da autora é bem fluida o que nos proporciona uma leitura rápida e cheia de emoções. A diagramação está impecável começar por essa capa que chama atenção em qualquer lugar toda trabalhada no preto e vermelho e esse homão na capa. A diagramação está linda a cada capitulo temos uma cerca de arame, pois é uma das tatuagens do Justin. Não tenho nada a reclamar muito pelo contrario só elogios, está tudo muito bem trabalhado. Queria que tivesse mais livros deles, mas para minha tristeza é um livro único, então essa é minha dica de hoje, leiam vocês vão adorar é um romance arrebatador que vá te deixar sedenta  por mais e mais.


28 de julho de 2017

[Primeiras Impressões] O Que Resta de Mim

 Titulo: O Que Resta de Mim
Autora: Thays M. de Lima 
Páginas:423

Sinopse: Com a intenção de superar seus traumas, Gabriela deixou São Paulo para tentar um recomeço no Rio de Janeiro. Seu objetivo era apenas iniciar seus estudos em uma das maiores universidades da cidade e tocar sua vida de alguma forma. 
Guilherme é avesso a compromissos, mas nem sempre foi assim. Aos 12 anos ele fora tirado da vida que conhecia deixando para trás uma promessa não cumprida.
Enquanto Gabriela quer ficar longe de encrenca, Guilherme é a definição de encrenca.
Contudo, ele é único que consegue enxergar através de seus olhos. E isso a aterroriza, porque ela pensou ter deixado seu passado para trás, mas na verdade ele estava bem à sua frente.
Quando o amor e um passado repleto de feridas andam juntos resta apenas uma escolha... 

25 de julho de 2017

[Resenha #79] Big Rock

Titulo: Big Rock
Autora: Lauren Blakely
Editora: Faro Editorial 
Páginas: 224


Sinopse:“A maioria dos homens não entendem as mulheres.”
Spencer Holiday sabe disso. E ele também sabe do que as mulheres gostam.
E não pense você que se trata só de mais um playboy conquistador. Tá, ok, ele é um playboy conquistador, mas ele não sacaneia as mulheres, apenas dá aquilo que elas querem, sem mentiras, sem criar falsas expectativas. “A vida é assim, sempre como uma troca, certo?”
Quer dizer, a vida ERA assim.
Agora que seu pai está envolvido na venda multimilionária dos negócios da família, ele tem de mudar. Spencer precisa largar sua vida de playboy e mulherengo e parecer um empresário de sucesso, recatado, de boa família, sem um passado – ou um presente - comprometedor... pelo menos durante esse processo.
Tentando agradar o futuro comprador da rede de joalherias da família, o antiquado sr. Offerman, ele fala demais e acaba se envolvendo numa confusão. E agora a sua sócia terá que fingir ser sua noiva, até que esse contrato seja assinado. O problema é que ele nunca olhou para Charlotte dessa maneira – e talvez por isso eles sejam os melhores amigos e sócios. Nunca tinha olhado... até agora.

20 de julho de 2017

[Resenha #78] A Garota do Calendário {Maio}

Titulo: A Garota do Calendário
Autora: Audrey Carlan 
Editora: Verus
Páginas:144
Sinopse:O quinto volume do fenômeno editorial nos Estados Unidos, com mais de 3 milhões de cópias vendidas Mia Saunders precisa de dinheiro. Muito dinheiro. Ela tem um ano para pagar o agiota que está ameaçando a vida de seu pai por causa de uma dívida de jogo. Um milhão de dólares, para ser mais exato. A missão de Mia é simples: trabalhar como acompanhante de luxo na empresa de sua tia e pagar mensalmente a dívida. Um mês em uma nova cidade com um homem rico, com quem ela não precisa transar se não quiser? Dinheiro fácil. Parte do plano é manter o seu coração selado e os olhos na recompensa. Ao menos era assim que deveria ser... Em maio, Mia vai trabalhar como modelo no Havaí, onde conhecerá Tai, um dos homens mais impressionantes que ela já viu. Com ele, Mia vai descobrir que o prazer não tem limites — e que ela deve aproveitar absolutamente tudo o que a vida tem a oferecer.

13 de julho de 2017

[ Primeiras Impressões] Intenso e Misterioso

Titulo: Intenso e Misterioso
Autora: Mary Oliveira
Páginas:580

Sinopse: Tudo que Dolores Dias queria era ter um relacionamento casual e descomplicado. Após ceder aos seus desejos, ela se vê em meio a um fogo cruzado... O que era para ser algo simples, havia se tornado perigoso. Aaron é um homem misterioso e ela pretende desvendar cada mistério que o envolve, por esse motivo não cede quando o passado ressurge para perturbá-lo. Ciente de que deveria manter-se longe, Dolores decide ignorar a razão e resolve ficar e ajudá-lo — mesmo que o motivo para tal decisão seja uma incógnita.Em meio às descobertas, percebe que sua vida estava ligada ao passado de Aaron antes mesmo de conhecê-lo, e seu futuro, por mais que não saiba, será afetado por seu envolvimento com ele.

Olá, meus queridos leitores.
Hoje vim trazer as primeiras impressões do livro da nossa autora parceira Mary Oliveira. Vamos lá saber o que eu achei de os primeiros capítulos de Intenso e Misterioso?

Dolores mais conhecida como Lola é uma mulher batalhadora que trabalha muito. Sua mãe é uma mulher muito ausente que logo após o falecimento do marido decidiu que tinha muito da vida o que curtir ainda. Com isso sem ter uma figura materna ela foi criada pelo seu avô paterno, tendo dele uma figura de grande respeito. Hoje seu avô se encontra em um asilo, mas não por que ela quer e sim por que ele quis e com isso ela acaba tendo um pouco mais de despesas. Em seu serviço ela sempre quer dar o melhor para talvez subir de cargo já que as dividas dela não param de aumentar.


Lola tem grandes amigas que sempre querem o seu melhor e estão ao seu lado para tudo. Lola começa a trocar mensagens com Aaron um cara que trabalha na mesma empresa que ela, porém no setor de TI. Cada dia que passa as conversas só vai intensificando e levando para o lado sensual. Aaron é um cara que não gosta de expor sua vida pessoal em ambiente de trabalho ele é extremamente profissional. Lola fica instigada em conhecer um pouco mais sobre ele e com isso ela descobre que ele tem uma noiva. Mas nem tudo é como Lola imagina, as coisas vão tomando rumo totalmente diferente. Sua mãe resolve retornar depois de seis anos fora, seu avô tem uma pequena piora e muitas coisas começam acontecer ao redor de sua vida.


Meu primeiro contato com a escrita da Mary foi em Italiano Espanhol, um livro maravilhoso que em breve terá resenha aqui no blog para vocês. O que eu gosto da Mary que ela escreve hot’s diferentes do normal. Digamos que o sexo é apenas um bônus para aqueles que gostam de ler o gênero. A sua  trama sempre será elaborada com personagens fortes e marcantes.

Pelo pouco que li já me familiarizei com todos os personagens. Aaron é um personagem intrigante dono de uma personalidade marcante e já estou pressentindo crush novo na área. Lola, também é incrível mesmo sendo uma doce mulher, ela tem opinião própria e luta com unhas e dentes para defender seus ideais. A autora me deixou curiosa para conhecer um pouco mais do Aaron e também sobre uma das pacientes que reside no asilo em que seu avô mora.


O mistério desse livro já te pega logo nos primeiro capítulos, sei que é bem cedo para dar uma opinião final, mas creio que esse mistério vai render uma boa trama. Lola é mais esperta do que muita gente pensa. A narração pelo livro é feita em primeira pessoa, até o ponto que li a narração está sendo feita pela Lola. Estou lendo o livro em e-book e a diagramação dele está bem fofinha, a cada inicio de capítulo tem citações de músicas e por incrível que pareça são musicas que eu admiro muito.


Bom, não vejo a hora de finalizar a leitura e fazer comparações com as minhas primeiras impressões, pois confesso que estou com expectativas altíssimas para esse livro. Alguém já leu?



6 de julho de 2017

[Resenha #77] Eu não te amo?

Titulo: Eu não te amo?
Autora : Mila Wander
Páginas: 21
Sinopse: Após uma briga séria com a esposa Marisa, Paulo resolve, por meio de pequenos bilhetes, surpreendê-la de um modo singular. Este conto é repleto de romantismo e cumplicidade, trazendo reflexões fundamentais sobre o verdadeiro amor.





Olá, meus queridos leitores.

5 de julho de 2017

[ Primeiras Impressões] Ácido e Doce #1

Titulo: Ácido e Doce 
Autor: Rapahel Miguel
Editora:Xeque-Mate


Sinopse:Apesar de desolado com a partida de sua amada amiga Lívia G. para tentar realizar o sonho de se tornar uma modelo internacional na França, Alejandro Vidal Braga seguiu em frente e tornou-se um rapaz ambicioso, totalmente movido pela ganância, embora dono de uma personalidade dúbia que o deixa em xeque. Mas, o retorno de assuntos do passado promete fazer com que Alejandro tenha que adotar novas posturas de atitude e comportamento ao ponto de tornar-se irreconhecível aos olhos dos próprios pais em busca de aceitação e identidade própria.---Eveline é uma jovem bonita, charmosa e atraente que guarda muitos segredos de um passado nebuloso e sombrio. Ainda que seus motivos sejam desconhecidos, a garota misteriosa parece estar determinada a terminar de destilar seu plano de vingança contra o homem que lhe fez sofrer. Eveline tem contas para acertar e ninguém poderá ficar em seu caminho.---Acompanhe a trama de ÁCIDO & DOCE sob a ótica de dois personagens e prepare o coração para se impressionar do início ao fim com um enredo inovador repleto de reviravoltas, subtramas, conspirações, encontros e desencontros. Com pitadas de suspense, erotismo, drama, mistério e intrigas, ÁCIDO & DOCE é um romance urbano diferente, sensual, eclético e frenético que promete muitas surpresas. Experimente diversas sensações que irão do ácido ao doce em cada página.

4 de julho de 2017

[SORTEIO] BOX HQ'S CRÔNICAS DE GELO E FOGO


Olá pessoal!

Nos juntamos aos blogs Faces em Livros e Um Oceano de Histórias e decidimos fazer um sorteio da Box HQ’s Crônicas de Gelo e Fogo. Ficou interessado? Vem participar!


REGRAS:
- Residir em território nacional.
- Cumprir as regras obrigatórias.
- Onde se diz "Visitar esta página", é necessário curtir a mesma.
- O sorteio começa hoje e se encerra no dia 18/08.
- O Resultado será divulgado em até 7 dias após o fim do sorteio.
- Teremos 60 dias para enviar o prêmio ao vencedor.
- Não nos responsabilizamos por extravios ou atrasos da parte dos correios.

26 de junho de 2017

[Série] 13 Reaons Why

Titulo: 13 Reaons Why
1°Temporada: 13 Episódios  
Gênero:Drama / Ficção / Literatura Estrangeira / Suspense e Mistério

Sinopse:Ao voltar da escola, Clay Jensen encontra na porta de casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. O garoto ouve as gravações e se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker, uma colega de classe e antiga paquera, que cometeu suicídio duas semanas atrás. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar. Clay é um desses motivos. Agora ele precisa ouvir tudo até o fim para descobrir como contribuiu para esse trágico acontecimento.



13 Reasons Why conta a história do adolescente Clay Jensen, que ao voltar um dia da escola, encontra na porta de sua casa um misterioso pacote com seu nome. Dentro, ele descobre várias fitas cassetes. Quando ouve as gravações, Clay se dá conta de que elas foram feitas por Hannah Baker, sua colega de classe que cometeu suicídio duas semanas antes. Nas fitas, Hannah explica que existem treze motivos que a levaram à decisão de se matar; pior ainda, Clay descobre que é ele mesmo um desses motivos.
A série, cuja produção é da cantora Selena Gomez, se baseia no romance homônimo do escritor Jay Asher publicado em 2007, que alcançou o primeiro lugar no New York Times Bestseller em julho de 2011. No Brasil, o livro foi lançado pela Ática. A produção conta ainda com as direções de Tom McCarthy (Spotlight: Segredos Revelados), Gregg Araki (Mistérios da Carne), Carl Franklin (The Leftovers) e Jessica Yu (American Crime Story); esta última, responsável pelos melhores episódios. 

Demorei para assistir a essa série por várias razões; uma delas se chama Jason Momoa (YYY), que estava em outra série. Outra, foi porque achei que 13 Reasons seria uma chatice enorme. Entre o primeiro e o segundo episódio, passaram-se muitos dias. E quando voltei a assistir, a coisa não melhorou. Com capítulos com mais de 40 minutos que não rendem e parecem durar mais de três horas, tudo é muito moroso até o episódio 6, que então vai bem até o episódio 9. Daí a história volta a ralentar até o episódio 12 e, finalmente 13, que termina do pior jeito possível. Senti raiva desse ritmo e pausei várias vezes para comer e fazer tudo o que, teoricamente, não se faz quando se assiste a uma série.
A produção trata do velho mote americano sobre o ensino médio, onde a novata feia ou diferentona não se encaixa entre os populares da escola, que geralmente estão entre os atletas e as cheerleaders , que daí conhece um cara mais sensível que até gosta dela e ela até gosta dele, mas como quer se encaixar, acaba ficando com o atleta popular babaca que vai ferrar com a vida dela. Praticamente um produto da cultura americana, genuíno orgulho nacional - e que deve ser um perrengue, porque eles só falam disso -, a conclusão desta história depende de quem conta, embora nunca tenha havido muita variação. Neste sentido os filmes dos anos 80 são mais legais porque são despretensiosos e até escrachados. Bons exemplos são Gatinhas e GatõesA Garota de Rosa ShockingAlguém Muito EspecialNamorada de AluguelAdmiradora SecretaClube dos 5Te Pego Lá Fora etc. Nestes filmes já existe o tom do que é errado, do bullying e da vingança; porém depois de Columbine e Efefante, de Gus Van Sant, que cutucou e torceu a ferida numa competência que só um grande cineasta alcança, a coisa começou a ser vista de outra forma.

Há muito tempo que tudo é politicamente incorreto e quem se opõe a isso batizou todo o resto de “mimimi”. É nesse encontro que 13 Reasons acontece, falando clara e abertamente de violência e das questões que permeiam todo adolescente, como a necessidade de aceitação – que pode perdurar na vida adulta –, a experimentações da sexualidade e sim, de uma imaturidade emocional que pode levar ao suicídio.
Como produção a série tem seus furos. Começa pela paleta marrom-azulada da moda. Embora a abertura com o desenho das fitas seja muito legal, as fitas não se justificam. Hannah cria uma dificuldade para os destinatários das gravações que faz parte do sadismo de deixar a culpa para quem fica. Ela está, sim, se vingando e isto fica ainda mais claro na fita de Clay, onde ela o faz se sentir culpado e, na última fita, onde ela arma para o conselheiro falhar; pois embora ele seja muito ruim no que faz, Hannah precisa dessa confirmação da falha para seguir com seu plano. Se o bilhete suicida (porque a série é um longo bilhete suicida) dela fosse escrito ou entregue pela internet, o efeito que ela quis causar ficaria diluído; mas parece que o verdadeiro terror é fazer uma geração I-Phone escutar fita cassete num aparelho que não sabem o nome, nem como usar.

Embora surta efeito e “prospere”, podia acontecer muito bem de ninguém ouvir ou ouvir e nem ligar, já que ninguém se importava com ela. Não existe um estímulo convincente para essa galera fazer qualquer coisa em relação a esta história, mesmo que seja por autopreservação.
Ainda em relação às fitas, embora haja um jogo bom com Clay Jensen, sobre seu número de fato na lista, por que ele não ouve tudo de uma vez? Eu me perguntei isso de cara; a série perguntou no segundo episódio e a resposta foi que ele achava difícil, que ficava vendo Hannah em todos os lugares. À parte que deve ficar claro, que ele alucina, é uma justificativa pobre, que não é coberta pela paixão, porque não acelera nada na história nem quando a coisa fica feia. No fim é só para fazer durar 13 capítulos um suspense interminável que se resolveria em 6 capítulos. Como disse um amigo, quando termina a série você tem a sensação de ter assistido a 13 Reasons Why.
Embora você também corra o risco de achar a Courtney uma manipuladora filha da mãe, tanto ela quanto os demais nomes da lista são praticamente sem nuances, sem construção de personagem, além de apresentarem argumentos pífios para suas ações. Embates ficam pelo meio do caminho e as justificativas de tudo nesta série são inverossímeis demais, até para adolescentes acreditarem.

A transição das cenas e os flashbacks são manjados e embora a maior parte das coisas que tenham me chamado a atenção no primeiro episódio, foi sendo trabalhada no decorrer da trama, eu não entendi o fato de Clay passar a assinar um relatório de frequência que data de outubro de 2017, que não tem a ver com o período escolar e que ficou por isso mesmo até o fim. Porém o que fez a série perder a força de vez, foi o final “para cima”. Os produtores justificaram como uma mensagem a se passar, de que pequenas mudanças nas atitudes fazem maravilhas. Concordo; mas não funciona. Parece resquício do manual que surgiu há décadas de que obrigatoriamente todas as produções devem terminar “para cima”, porque “para baixo” não dá lucro. A força desta série reside justamente no “para baixo”, na ausência de alívios cômicos e, abrir mão disso, foi abrir mão da crueldade que se buscou retratar desde o início; haja vista as cenas de estupro e do suicídio que beiram o intragável.

Algo bom na trama é o elenco, que com uma ou outra discrepância, leva a história; a química entre os protagonistas é ótima. Outro ponto alto é a trilha sonora. Logo de cara ouvimos Joy Division, uma escolha impactante, que infelizmente volta a perder força diante da explicação pobre desta escolha no episódio sobre o Dia das Bruxas; o mesmo vale para a escolha do nome Clay (argila) para o protagonista. Claro que a trilha ainda tem The Cure e a própria Selena Gomez, mas o incômodo geral para os críticos foi a escolha de “My Hey, Hey (Out Of The Blue)”, de Neil Young, no episódio do suicídio, uma vez que esta música foi citada na carta suicida do músico Kurt Cobain.
Outra coisa boa da série e que há de se ficar atento, é o relacionamento dos pais destes jovens. Eles ficam com o trabalho mais difícil da trama e do que seria aquelas vidas, porém a pressão causada pela tragédia pode fazer com que eles sejam vistos como chatos, como costuma ver todo filho que se preze. Kate Walsh é uma escolha belíssima para o papel de mãe de Hannah, numa atuação silenciosa que é ensurdecedora.

Tratar estes temas de forma nova, de forma séria também é uma novidade relativa para os americanos, para as produções em geral. Parece que estamos todos tateando neste assunto e, por isso mesmo, toda tentativa é válida. Como produção existe uma sutileza que incomoda no filme As Virgens Suicidas que merece ser vista. E como objeto de vingança, acho Carrie, a Estranha, bem mais honesto. No entanto, a série parece funcionar com o público a que se destina.


O bullying, o machismo, as dificuldades dos jovens, seus sofrimentos e a maneira como suas mentes funcionam, continuam os mesmos em certa medida; entretanto a disseminação disso, hoje tem outra cara. As redes sociais ultrapassam barreiras estranhas, que remontam a Black Mirror, mas que acontecem aqui no Brasil, dentro e fora de casa, em coisas que se você parar para pensar, vai descobrir que aconteceram com você; em coisas que se eu parar para contar, você vai descobrir que aconteceram comigo; em coisas como o estupro da garota carioca por 30 caras e o caso da estudante que foi estuprada dentro da Universidade, delatou os agressores, que levaram apenas uma advertência e mantiveram seus diplomas, enquanto ela, cansada após quatro anos de luta por justiça e sofrendo chacotas, acabou se matando, o que me fez chorar profundamente, quando soube desta história. Se você der uma busca no Google, vai se assustar com a quantidade de notícias, já desse ano, já desse mês...
Existem ainda outras preocupações sobre a série; um deles é a visão distorcida de justiça. Numa cena em que todo o mundo atira uma pedra na janela de Tyler, há uma alusão à passagem de Jesus e da mulher adúltera, que só atire a primeira pedra aquele que não tiver pecado. Todos vão embora e a mulher é perdoada. No caso de Tyler todos atiram a pedra; todos que foram tão responsáveis por atos horríveis quanto ele, que passa então a esperar pela próxima pedra. As pessoas estão mais perversas hoje porque o alcance da perversidade mudou. Por isso mesmo, especialistas afirmam que adolescentes deprimidos podem achar muito legal se vingar, entre outras coisas. Embora dar o troco deixe você momentaneamente feliz, é complicado passar esse tipo de resolução.

Outra preocupação levantada por especialistas é que a série contraria todas as normas estipuladas pela OMS para a prevenção de suicídio, quando romantiza seu ato, mostra-o como uma resposta aceitável às dificuldades e mostra ainda o método, local e detalhes da pessoa que faleceu. Você pode até achar besteira, argumentar que é uma obra de ficção, mas suicídio é assunto sério.
O suicídio está entre as principais causas de morte na adolescência, competindo com acidentes causados por veículos e arma de fogo. Há sinais preocupantes de que as taxas de suicídios de jovens estão crescendo no mundo e no Brasil e por aqui nunca houve uma campanha de prevenção. Muitos profissionais de saúde estão recomendando que a série não seja assistida, uma vez que ela tem potencial para influenciar negativamente pessoas que já estão emocionalmente fragilizadas. E embora a série não aborde isso, o suicido está ligado diretamente com transtorno mental, outro tabu que merece discussão e esclarecimento. Apesar da série também retratar como ineficaz, o que realmente faz diferença é buscar ajuda profissional ao invés de buscar culpados, isto sim, um ato doloroso e improdutivo, que pode equivaler à narrativa de um crime.

13 Reasons ainda oferece o “risco” de uma continuação. Assim como a série Westworld, não há necessidade, porque a narrativa foi encerrada em si; mas como sequências dão dinheiro, sempre existe uma rebarba possível de continuação. A última fala de Clay, “As coisas precisam melhorar”, se encaixa um pouco nesta possibilidade, ainda que em si, seja uma fala coerente.
Apesar de tudo, se conseguirmos nos repensar como seres humanos, em vários sentidos, isso já valerá à pena. Se pudermos ajudar a quem sofre a ver que, sim, a vida é foda (desculpem a clareza da expressão), e todos nós temos vontade de desistir em algum ponto da jornada, mas que a gente continua porque ela vai além de uma fase dolorida, dos traumas e das pessoas que nos decepcionam, isso já valerá à pena. Se pudermos nos colocar mais a serviço do outro, estarmos disponíveis para ajudá-lo, bem mais do que julgá-lo ou linchá-lo, isso já valerá à pena. Porque no final, como já dizia Kevin Arnold, personagem de Anos Incríveis, uma das séries sobre adolescente mais icônica que já existiu, você não vai lembrar o nome de metade das pessoas que passou tanto tempo tentando impressionar.